IA vai às compras: 'comércio agêntico' prenuncia o fim dos negócios tradicionais

O tráfego gerado por ferramentas de IA para plataformas de e-commerce cresceu 4.700% durante a última temporada de festas de fim de ano, dimensionando expectativas sobre sua relevância crescente.

O comércio eletrônico está passando por uma transformação sem precedentes com o desenvolvimento das teconologias de inteligência artificial.

Sistemas mais avançados, como modelos agênticos [desenvolvidas para executar processos e tomar decisões], ampliou a capacidade de automação em diversas funções. Esses modelos não apenas recomendam produtos, mas também comparam preços, analisam avaliações, verificam disponibilidade e tomam decisões de compra de forma independente.

Esse fenômeno, conhecido como "Comércio Agêntico", marca o fim das compras tradicionais e o início de uma operação automatizada e orientada por dados.

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Segundo o portal DigitalShield, aproximadamente 900 milhões de pessoas usam o ChatGPT semanalmente e 2 bilhões consultam sistemas de IA mensalmente.

O impacto no comércio é notável. O tráfego gerado por ferramentas de IA para plataformas de e-commerce cresceu 4.700% durante a última temporada de festas de fim de ano, demonstrando uma mudança radical no comportamento do consumidor.

As projeções são ambiciosas. A consultoria americana Gartner estima que, até 2028, os agentes de IA poderão gerenciar até US$ 15 trilhões (cerca de R$ 75,5 trilhões) em transações B2B. Na Espanha, 13% dos consumidores já utilizam IA em suas compras, e um em cada três utiliza sistemas conversacionais, consolidando essa tendência como uma mudança estrutural.

Para as marcas, o novo cliente não é mais apenas uma pessoa, mas um algoritmo

Segundo Álvaro Gómez, CEO da Elogia, esse algoritmo avalia disponibilidade, reputação, características técnicas e eficiência, redefinindo completamente as regras do mercado e a relação entre consumidores e empresas.