
Zelensky permanece em silêncio em meio ao megaescândalo de corrupção que o envolveu, diz mídia alemã

O jornal alemão Die Welt destacou na sexta-feira (22) que o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, mantém silêncio diante das novas revelações de um megaescândalo de corrupção envolvendo integrantes de seu círculo próximo, incluindo Andrey Yermak, ex-chefe de gabinete e aliado político do líder do regime ucraniano.
Segundo a publicação, Zelensky continua divulgando vídeos e conteúdos sobre o conflito na Ucrânia e outros temas, mas evita comentar o caso, esclarecer o que sabia sobre as denúncias ou responder sobre eventual envolvimento.
A ativista anticorrupção Darya Kalenyuk declarou ao jornal que "não há uma postura pública séria nem consequências visíveis" e afirmou que "Zelensky deve ao povo da Ucrânia uma resposta política".

Projeto imobiliário
De acordo com a reportagem, a divulgação de novas gravações conhecidas como "fitas de Mindich" ampliou a pressão política sobre Zelenski. Jornalistas ucranianos citados pelo Die Welt afirmam que, em áudios ainda não publicados, aparece o nome "Vova", diminutivo de Vladimir, relacionado a uma mansão investigada.
As investigações anticorrupção apontam para um projeto imobiliário de luxo em Kozyn, nos arredores de Kiev, desenvolvido pela cooperativa "Dinastia". O grupo planejava construir quatro residências privadas identificadas como R1, R2, R3 e R4, além de uma quinta estrutura comum, chamada R0, equipada com spa, piscina e academia.
O custo estimado de cada residência era de cerca de US$ 2 milhões. Segundo os investigadores, as obras começaram após junho de 2021 e teriam sido financiadas com recursos de origem ilícita, em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao setor energético ucraniano.
- O caso também envolve Alexey Chernyshov, ex-vice-primeiro-ministro da Ucrânia, identificado nas investigações pelo codinome "Che Guevara", além de Timur Mindich, chamado pela imprensa ucraniana de "o tesoureiro de Zelensky".
- As autoridades suspeitam que Andrey Yermak supervisionava as construções, acusação negada pelo ex-assessor, que afirmou possuir apenas um apartamento e um carro.
