Notícias

'Resposta dura, dolorosa e sem precedentes': Irã adverte contra agressão em Ormuz

Uma das opções é a possibilidade de se retirar do Tratado de Não Proliferação diante de uma agressão, destacou Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo, Mojtaba Khamenei.
'Resposta dura, dolorosa e sem precedentes': Irã adverte contra agressão em OrmuzGettyimages.ru / Backiris

O Irã dará uma "resposta dura, dolorosa e sem precedentes" a qualquer agressão no Estreito de Ormuz ou a qualquer hostilidade no Golfo Pérsico, advertiu, segundo imprensa iraniana, no domingo (25) Mohsen Rezaei, ex-chefe da Guarda Revolucionária e atual assessor militar do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

Rezaei declarou que a República Islâmica tomará "contramedidas sérias" e romperá o bloqueio naval imposto pelos EUA em Ormuz.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

"Uma das opções estratégicas e alarmantes do Irã, caso essa tendência persista, é a possibilidade de se retirar do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o que acarretará em consequências desastrosas para a outra parte", destacou.

Negociações

No sábado (23), Trump afirmou que, após uma conversa por telefone "muito boa" com líderes do Oriente Médio, um acordo de paz com o Irã está próximo. Segundo ele, os "detalhes finais" do acordo estão sendo debatidos e o Estreito de Ormuz será reaberto.

Apesar disso, o presidente norte-americano voltou a ameaçar Teerã ao afirmar que há "50/50" de chances de alcançar um acordo ou "fazê-los voar pelos ares" com a retomada da guerra.

O portal Axios informou que a proposta em negociação prevê a extensão do cessar-fogo por 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz. Em resposta, o comandante iraniano Ali Abdollahi Aliabadi afirmou neste domingo que o Irã reagirá de forma "devastadora" a qualquer agressão dos Estados Unidos.

Segundo o Axios, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, demonstrou preocupação após conversar com Trump sobre a nova proposta de acordo com o Irã.