A rápida diminuição no estoque de munições para armamentos sofisticados dos EUA, como mísseis Tomahawk e Patriot, devido a guerra contra o Irã, forçou Washington a buscar fontes alternativas de tungstênio, relatou a NBC na segunda-feira (25).
O material estratégico, usado em aviões de combate, mísseis, e munição capaz de penetrar blindagem, tem sua produção e refino dominados pela China e não pode ser substituído.
Os EUA não operam minas comerciais do metal desde 2015. Para reduzir a dependência chinesa, a Casa Branca aposta na reabertura da mina Sangdong, na Coreia do Sul, de propriedade americana.
Com capacidade estimada em 1,2 milhão de toneladas por ano, a mina voltou a operar em março após 30 anos fechada.
Especialistas alertam que a demanda só aumentará, e que os EUA podem levar até quatro anos para repor os estoques de munições anteriores ao conflito com o Irã, em meio à rivalidade estratégica com a China.