O governo Trump removeu quase dois mil diplomatas dos Estados Unidos, informou a NBC News no domingo (31), citando dados da Associação Americana do Serviço Exterior.
Segundo a emissora, que entrevistou alguns destes profissionais exonerados, muitos foram demitidos ou forçados à aposentadoria, levando consigo décadas de conhecimento institucional, experiência em gestão de crises e habilidades linguísticas altamente especializadas.
Reduzindo um corpo diplomático estimado em 13 mil pessoas em 2024, as demissões deixam o país em uma situação crítica em um momento de crescentes crises de política externa, de acordo com funcionários do Departamento de Estado dos EUA citados na reportagem.
As fontes apontaram que uma investigação política ineditamente profunda teria motivado retirada de nomeações a cargos superiores, enquanto mais da metade das embaixadas americanas no mundo funcionam sem embaixadores reconhecidos pelo Senado dos EUA. A investigação teria envolvido análises minuciosas das redes sociais e das doações políticas dos diplomatas, se estendendo não somente aos funcionários mas também a seus familiares.
“A mensagem para essas pessoas foi muito clara. Não há lugar para vocês”, teria dito um ex-funcionário de carreira do alto escalão do Departamento de Estado.
O veículo destacou que o governo americano está ignorando sua própria experiência, já que altos funcionários do serviço diplomático estiveram praticamente ausentes das principais negociações sobre o conflito ucraniano e o Oriente Médio, enquanto os assessores de Trump lidavam com aliados e adversários.