O representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, acusou nesta segunda-feira (1º) os países da União Europeia (UE) de fecharem os olhos de forma consciente para os crimes do regime de Kiev, ao comentar o recente ataque ucraniano contra a usina nuclear de Zaporozhie.
"Poderia parecer que é justamente aqui que os Estados europeus deveriam demonstrar a máxima preocupação; no entanto, não vemos nem declarações urgentes de Bruxelas, nem reuniões de emergência dos líderes europeus, nem exigências a Kiev para que ponha fim a esse tipo de ação", declarou o diplomata russo durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
"Este é mais um indício de que os países da UE, de forma consciente e exclusivamente por motivos políticos, fecham os olhos para os crimes do regime de Vladimir Zelensky", acrescentou.
Nesse contexto, Nebenzia enfatizou que, em caso de catástrofe, o bloco europeu não poderá simplesmente permanecer em silêncio, já que "a contaminação radioativa não conhece fronteiras estatais e suas consequências afetarão todo o continente europeu".
No sábado (30), um drone ucraniano atingiu o edifício do bloco de máquinas da unidade de energia nº 6 da usina nuclear de Zaporozhie.
O ataque provocou uma explosão a poucos metros do reator. Embora o equipamento principal não tenha sido danificado, a detonação abriu um buraco na parede da sala de turbinas. Segundo as autoridades russas, o drone era controlado por fibra óptica, o que descartaria a possibilidade de um impacto acidental.
O diretor-geral da Rosatom, Alexey Likhachev, afirmou nesta segunda-feira (1º) que os ataques deliberados da Ucrânia à usina representam a "antesala" de um desastre nuclear. Segundo ele, Kiev realiza entre 50 e 60 ataques por dia com drones e projéteis e continuou atacando a infraestrutura da central durante a noite. Likhachev acrescentou que, em caso de catástrofe, a própria Ucrânia e seus parceiros ocidentais estariam entre os primeiros a serem afetados.