'Não é acaso, é tática': defensora pública russa denuncia crueldade de Kiev contra civis

Yana Lantratova afirmou que a Ucrânia ataca deliberadamente escolas, parques e ônibus todos os dias.

A comissária de Direitos Humanos da Rússia, Yana Lantratova, declarou nesta terça-feira (2) que os ataques deliberados da Ucrânia contra a população civil russa não cessam e são executados de forma "consciente", "deliberada" e "cruel".

"Não é acaso, é uma tática. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, dá atenção especial à proteção dos civis. Um encontro específico foi dedicado a esse tema, inclusive após a tragédia em Starobelsk, onde um ataque das Forças Armadas da Ucrânia atingiu um prédio de salas de aula e um alojamento de uma escola onde crianças dormiam. Vinte e um jovens morreram", denunciou ela em suas redes sociais.

Segundo ela, todos os dias, "surgem novos casos".

"Recentemente, atacaram um parque infantil em Henichesk. Uma criança morreu", pontuou.

A comissária de Direitos Humanos afirmou ainda que "hoje, em Lugansk, um drone atingiu um ônibus de linha regular".

"Todos os dias atacam deliberadamente o transporte civil. Pessoas que simplesmente se deslocam para resolver seus problemas", criticou.

'Não é um erro'

Na declaração, Lantratova pontuou ainda que "isso não é um acaso".

"Não é um erro. É uma tática escolhida conscientemente para aterrorizar e intimidar a população civil. Consciente. Deliberada. Cruel", reiterou.

Lantratova informou que enviou uma carta ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

"Confio que esses fatos sejam ouvidos e que as estruturas internacionais façam uma avaliação objetiva do ocorrido. Porque, do ponto de vista do direito humanitário, essas ações constituem um crime de guerra", afirmou.

Nesta terça-feira (2), representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha visitaram Lugansk e Starobelsk. Eles estiveram no local da tragédia e se reuniram com os pais dos mortos e dos feridos.

"Espero sinceramente que essa visita ajude a abrir os olhos daqueles que até agora preferiam se calar. Que ajude a mostrar a verdade em nível internacional", concluiu.

O atentado de Kiev contra jovens russos