Fontes israelenses citadas pelo Jerusalem Post acusaram autoridades dos Estados Unidos de terem revelado ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, um plano que envolvia grupos curdos para atacar o Irã. A reportagem também afirma que Washington posteriormente cancelou a iniciativa.
Entre os acusados, o jornal mencionou o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, que já expressou dúvidas sobre a guerra contra o Irã. A reportagem faz referência a um debate sobre se o presidente Donald Trump foi convencido por autoridades de seu governo ou por Erdogan a vetar a operação.
"Como uma avalanche"
Segundo as fontes, os Estados Unidos teriam sido os idealizadores de um ataque contra o Irã utilizando os curdos para iniciar uma ofensiva terrestre. Elas afirmaram que cerca de oito milhões de curdos e outras minorias, como sunitas e balúchis, poderiam ter aderido à iniciativa "como uma avalanche".
As fontes acrescentaram que, caso os curdos fossem utilizados na guerra, os Estados Unidos teriam evitado mobilizar e expor suas próprias forças terrestres ao risco, tornando a proposta ainda mais aceitável para Washington.
Luke Schroeder, assistente especial e secretário de imprensa de Vance, respondeu ao jornal: "Esta reportagem é categoricamente falsa e teríamos dito isso ao veículo se eles tivessem se dado ao trabalho de solicitar uma declaração".