
Irmã de Kim Jong-un se pronuncia sobre o status nuclear de Pyongyang

A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) afirmou que não aceitará negociações com nenhum país sobre sua desnuclearização, por considerar que seu status nuclear faz parte de sua soberania, segurança e de uma "política justa de autodefesa". A declaração foi feita neste sábado (6) por Kim Yo-jong, chefe do Departamento do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia.
"Não cederemos nem um milímetro na defesa da soberania do país. O status do nosso país como potência nuclear é um limite absolutamente indiscutível, uma realidade inquebrável, independentemente de quem o reconheça", afirmou em comunicado a irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un.
Ela também classificou como falsa a declaração de Washington segundo a qual o presidente dos EUA Donald Trump e o presidente da China Xi Jinping teriam reafirmado um objetivo comum de desnuclearização da RPDC durante uma cúpula realizada no mês passado.

Segundo Kim Yo-jong, a insistência dos Estados Unidos em reavaliar o status nuclear do país "não tem efeito jurídico vinculante" e não merece atenção de Pyongyang.
Escudo nuclear confiável
Ela afirmou ainda que o país observa o que chamou de "desenvolvimento perigoso de uma aliança nuclear contra a RPDC", citando a expansão de blocos militares com armamento nuclear, exercícios conjuntos, o posicionamento permanente de armas estratégicas e outras ações. Também mencionou a decisão dos EUA de aprovar a exportação de bombas de precisão e equipamentos relacionados para a Coreia do Sul.
Para ela, essas medidas reforçam a necessidade de resposta com um "escudo nuclear confiável". "A posição anunciada pelo chefe de Estado sobre o fortalecimento contínuo das forças de autodefesa para dissuadir uma guerra nuclear representa uma conclusão final e irreversível, que deve ser implementada sem condições", destacou.
- A declaração ocorre às vésperas da visita de Xi Jinping à Coreia do Norte, prevista para os dias 8 e 9 de junho, a convite de Kim Jong-un.
