As autoridades de Yerevan detiveram seis candidatos do bloco opositor Armênia Forte no sábado (6), na véspera das eleições gerais, publicou o jornal Reuters, citando a imprensa nacional armênia.
A Comissão Eleitoral rejeitou excluir o bloco da disputa, porém autorizou processos criminais contra os candidatos, acusados de lavagem de dinheiro em larga escala.
O primeiro-ministro Nikol Pashinyan, no poder desde a Revolução de Veludo de 2018, havia solicitado publicamente a cassação de grupos opositores durante debates.
Seu partido Contrato Civil, com 24% a 32% das intenções de voto, busca aproximação com a União Europeia mantendo relações com Moscou, devendo permanecer como maior legenda, possivelmente sem maioria absoluta.
A Armênia Forte, liderada por Samvel Karapetyan, ocupa a segunda posição com 6% a 11% de apoio. A agremiação defende a preservação dos vínculos econômicos e políticos com a Rússia, acusando Pashinyan de provocar confronto com Moscou, enquanto grupos opositores denunciam pressão governamental sistemática.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou as autoridades armênias de comprometer procedimentos democráticos, questionando a legitimidade eleitoral.
"Aparentemente, a pressão sobre a oposição por meio de prisões, assédio, confisco de bens e perseguição à Igreja Apostólica Armênia não foi suficiente", declarou Zakharova.
A Rússia alertou que maior integração europeia tornaria impossível a permanência na União Econômica Eurasiática (UEE), representando perda potencial de 14% do PIB.
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