Trump ameaça Irã: 'Se não houver acordo, vamos eliminá-los militarmente'

O presidente dos EUA afirmou que as tropas do país irão destruir o urânio enriquecido do Irã em qualquer caso.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez novas ameaças contra o Irã e reiterou que Washington poderá colaborar com o país para destruir o urânio altamente enriquecido iraniano caso um acordo seja fechado.

"Se chegarmos a um acordo e agora formos amigos, iremos todos juntos. Será nosso time. Vamos removê-lo e destruí-lo, seja no local ou em outro lugar", disse Trump em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News.

"Vamos com eles ou sem eles. Mas não haverá ninguém atirando contra nós, certo?", disse Trump. "Agora, se não chegarmos a um acordo, vamos eliminá-los militarmente com muita dureza. E vamos esperar até fazermos isso antes de sair, e nesse caso estaremos seguros de qualquer forma", concluiu o republicano.

Trump afirmou que busca manter as tropas dos EUA mobilizadas na região até a "conclusão" do acordo e acrescentou: "Não as considero em perigo". Segundo ele, as duas partes estão "muito próximas" de firmar um acordo, disse o presidente americano.

Negociações em ponto morto

Nesta sexta-feira (5), o assessor militar iraniano Mohsen Rezaei Mirqaed descartou que o conflito esteja majoritariamente encerrado, como afirmou Trump. Pelo contrário, sustentou que Washington e Teerã estão "na primeira etapa das negociações" e responsabilizou o presidente norte-americano pelo impasse.

"Na minha opinião, as negociações estão estagnadas e Trump deve destravar a situação. (...) O Irã declarou abertamente que nossos ativos estão congelados e que eles devem liberá-los. Os americanos não estão dizendo a verdade sobre isso", afirmou.

Além de exigir o desbloqueio dos recursos iranianos, Rezaei pediu ao ocupante da Casa Branca que tome decisões "independentemente de Israel".

"O senhor Trump deve tomar decisões independentemente de Israel. Deve garantir os direitos do povo iraniano, levantar o bloqueio e liberar os ativos congelados. Isso poderia abrir um novo horizonte para o futuro do Irã e dos EUA", declarou.