A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) inicia nesta segunda-feira (8) o exercício aéreo Ramstein Flag 2026 (RAFL 26), que terá duração de duas semanas e contará com a participação de forças de até 18 países. As manobras serão realizadas principalmente na Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia — país que compartilha fronteira com a Rússia.
Mais de 200 aeronaves devem participar do exercício, entre caças e aeronaves de apoio, incluindo transporte aéreo, reabastecimento em voo, inteligência, vigilância, reconhecimento e alerta antecipado, além de ativos da OTAN como o E-3A AWACS e o RQ-4D Phoenix.
O planejamento prevê mais de 150 missões diárias a partir de mais de 20 locais operacionais, incluindo trechos de rodovias adaptados como pistas de pouso e decolagem. O principal objetivo é "alcançar metas críticas" de treinamento coletivo, comunicou a OTAN.
O exercício será focado no fortalecimento das capacidades do Sistema Integrado de Defesa Aérea e de Mísseis, na melhoria do compartilhamento rápido de informações e na aplicação de táticas complexas para operar em condições nas quais o adversário tente impedir o acesso ou limitar a liberdade de movimento.
A iniciativa também busca garantir operações de forma dispersa, flexível e resiliente, evitando a dependência de bases consideradas "previsíveis".
Os voos reais serão combinados com treinamento sintético (simulação), no qual tecnologias avançadas serão integradas para criar redundâncias e reproduzir situações extremas. Dessa forma, as forças aliadas poderão ensaiar "todos os cenários realistas" e "responder de maneira eficaz a qualquer ameaça potencial".
Nos últimos anos, o Ocidente intensificou a narrativa sobre uma suposta ameaça russa, justificando assim o aumento da militarização na Europa.
Diante dessa retórica persistente, Moscou tem afirmado repetidamente que não planeja atacar a Europa. Vladimir Putin declarou que as elites governantes europeias estão tomadas pela histeria de que "a guerra com os russos está logo ali na esquina".