A "Operação Infiltrados", deflagrada nesta terça-feira (9) pelo Ministério Público de São Paulo, prendeu um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP-SP sob a suspeita de atuação como infiltrados do Primeiro Comando da Capital (PCC) em estruturas de investigação.
Segundo as apurações, o grupo é investigado por participação em um plano para assassinar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), além de envolvimento em um esquema de extorsão de investigados, incluindo integrantes da própria facção criminosa.
A ofensiva também cumpriu dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista. Entre os alvos, está ainda um policial penal.
Como funcionaria o esquema investigado
De acordo com o Ministério Público, o ex-estagiário do MP-SP, hoje advogado, teria utilizado acesso a sistemas internos para identificar investigados e cobrar valores em troca de suposta proteção em inquéritos e processos. Ele teria contado com apoio dos outros dois suspeitos presos na operação.
O chefe de investigadores preso atuava na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas e é suspeito de repassar informações sigilosas a criminosos mediante pagamento. Já o ex-policial civil também é apontado como participante do esquema.