Representantes da China e do Brasil concordaram em avançar em uma série de medidas para fortalecer as relações econômicas bilaterais, informou a imprensa chinesa nesta terça-feira (9), citando dados do Ministério das Finanças do gigante asiático.
Durante a 12ª reunião do Subcomitê Financeiro da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), os dois países "discutiram medidas específicas para apoiar empresas de ambos os países na abertura de contas em moeda local, exploraram a ampliação do escopo dos swaps bilaterais em moedas locais e analisaram a possibilidade de negociação direta entre yuan e real".
A delegação brasileira foi chefiada pelo vice-ministro da Fazenda, Mathias Alencastro, enquanto o lado chinês foi representado pelo vice-ministro das Finanças, Liao Min.
"Atualmente, o mundo está entrando em um novo período de turbulência e transformações, e os países em desenvolvimento enfrentam desafios particularmente severos. A China está disposta a trabalhar com o Brasil para fortalecer a comunicação e a coordenação em políticas macroeconômicas, aprofundar a cooperação financeira bilateral prática e ampliar a coordenação e a cooperação no âmbito de mecanismos multilaterais, de modo a trazer mais estabilidade e previsibilidade a um mundo turbulento por meio de seu próprio desenvolvimento econômico estável", afirmou Liao, citado pelo jornal Global Times.
Alencastro, por sua vez, ressaltou a relevância das relações sino-brasileiras e reafirmou o compromisso de seu país em aprofundar a cooperação bilateral, especialmente em áreas como agricultura sustentável, transição ecológica e economia do futuro.