A recente campanha militar de Israel contra o Irã, iniciada no último domingo, custou aproximadamente 500 milhões de shekels (cerca de 170 milhões de dólares) ao sistema de defesa israelense em menos de um dia de combates, segundo fontes anônimas citadas pelo jornal Israel Hayom em publicação na segunda-feira (8).
O cálculo foi realizado na segunda-feira (8), antes de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manter uma conversa telefônica com o presidente dos EUA, Donald Trump. Após a ligação, Netanyahu anunciou a suspensão das hostilidades na frente iraniana.
O gasto desencadeou um choque interno entre ministérios. O Ministério das Finanças criticou as Forças Armadas por sua dificuldade em administrar seu enorme orçamento — cerca de 200 bilhões de shekels (68 bilhões de dólares) —, que deve permanecer elevado nos próximos anos.
Já o Ministério da Defesa argumentou que operações como a realizada contra o Irã são "missões repentinas", imprevisíveis e impossíveis de encaixar em um orçamento previamente planejado.
A grande incógnita agora é quem pagará a conta, destaca o veículo. Ainda não está claro se o Ministério da Defesa receberá recursos adicionais ou se terá de absorver o custo com seu próprio orçamento, que já apresenta um déficit considerável.
Na noite de domingo (7), Israel atacou os subúrbios do sul de Beirute sem aviso prévio, poucos dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo e apesar do pedido dos EUA para que a capital libanesa não fosse atacada. Houve registro de vítimas.
Em resposta, o Irã lançou um ataque com mísseis contra Israel, seguido por vários intercâmbios de fogo, incluindo ataques mútuos contra instalações da indústria petroquímica dos dois países.
Após os confrontos, Teerã anunciou na segunda-feira (8) a suspensão de suas operações militares contra Israel, afirmando que o Estado judeu já havia recebido uma "resposta dolorosa".
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que, "neste momento", os combates na frente iraniana "estão contidos".
Os anúncios ocorreram em meio aos apelos do presidente dos EUA, Donald Trump, para que ambas as partes interrompessem as hostilidades.