A líder do partido alemão Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, afirmou, em um evento do partido, na terça-feira (9), que a Ucrânia deveria indenizar a Alemanha pelos danos causados pela sabotagem dos gasodutos Nord Stream em 2022.
"A Ucrânia precisa primeiro explicar como ocorreu esse ato de explosão da infraestrutura mais importante que tínhamos, ou seja, os gasodutos Nord Stream", declarou Weidel.
Segundo ela, a destruição da infraestrutura causou "enormes prejuízos" a Alemanha e "aliás, a toda a Europa", devido "à perda de acesso à energia fóssil barata".
"E é por isso que conversas com a Rússia são tão incrivelmente importantes", observou a política.
Sabotagem e terrorismo
As explosões nos gasodutos Nord Stream 1 e 2 ocorreram em 26 de setembro de 2022, desencadeando grandes vazamentos de gás no Mar Báltico.
Os governos da Dinamarca, Alemanha e Suécia se recusaram a divulgar os resultados de suas investigações sobre a ação e ignoraram os pedidos da Rússia, que pediu para auxiliar no caso, informou o New York Times à época.
Em 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou que por trás dos ataques estava alguém "capaz de organizar as explosões de forma técnica e que já recorreu a esse tipo de sabotagens", insinuando envolvimento do governo dos Estados Unidos.
Em 2023, o renomado jornalista norte-americano Seymour Hersh concluiu que a Casa Branca, sob comando do então presidente Joe Biden, estava por trás do atentado.
Outros relatórios da imprensa ocidental responsabilizaram grupos de sabotagem ucranianos pela explosão, que teriam chegado ao local do ataque em um iate chamado Andrômeda.