O presidente americano Donald Trump não estava convencido da necessidade de retaliar contra o Irã pela derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA; no entanto, o secretário de Guerra Pete Hegseth e o chefe do Estado-Maior Conjunto, General Dan Caine, o fizeram mudar de ideia, informou o Wall Street Journal citando autoridades americanas, na terça-feira (9).
De acordo com as fontes, durante uma reunião na Casa Branca, Hegseth e Caine recomendaram ao presidente dos EUA uma ação militar em resposta ao incidente com o helicóptero.
Antes de lançar mais um ataque contra o Irã, Trump minimizou a queda da aeronave, classificando-a como um incidente "menor".
Em uma conversa por telefone com o jornal, o presidente afirmou que o incidente com o Apache "não foi grande coisa", enfatizando que a tripulação estava segura.
Ele ainda afirmou que sabia os detalhes do evento, que descreveu como "muito diferente" do que se esperava.
- Os EUA retomaram seus ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à queda de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada sob ordens diretas do comandante-em-chefe e constituiu, nas palavras de Washington, "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária do Irã, as forças americanas bombardearam vários locais em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", danificando uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
- Em resposta à agressão dos EUA, as forças armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou nesta quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al Anbiya (o órgão operacional máximo do comando militar iraniano).