O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou o Irã nesta quarta-feira (10) que os ataques se intensificariam e seriam muito fortes.
"Bem, nós vamos atacá-los, e com muita força", disse o presidente, questionado sobre o assunto, um dia depois de os EUA terem começado o que chamaram de "ataques de autodefesa" contra o Irã.
A ação dos EUA ocorre depois do Irã abater um helicóptero militar AH-64 Apache do Exército dos EUA, que caiu nas águas próximas à costa de Omã enquanto patrulhava a região.
A respeito disso, em sua declaração recente, Trump reafirmou que os novos ataques são uma resposta ao que aconteceu com o helicóptero.
"Acho que temos o direito de fazer isso. Sabe, eles abateram uma máquina realmente incrível, aliás, uma máquina incrível; e a princípio disseram que não tinham feito isso, depois admitiram que sim", acrescentou.
- Os Estados Unidos retomaram seus ataques contra o Irã na noite de terça-feira em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada sob ordens diretas do comandante-em-chefe e, nas palavras de Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- Segundo o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários locais em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados ", danificando uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
Em resposta à agressão dos EUA, as forças armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, anunciou na quarta-feira o Quartel-General Central Khatam al Anbiya (o órgão operacional máximo do comando militar iraniano).
O Ministério das Relações Exteriores do Irã dirigiu-se aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. Reiterou também que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" contra ataques ao seu território.