A base militar norte-americana de Al-Harir, localizada na cidade de Erbil, no norte do Iraque, foi atingida por um projétil lançado de território iraniano, informou a agência de notícias Mehr, citando a mídia iraquiana. O ataque teria destruído uma instalação de radar dos EUA.
A informação foi divulgada pouco depois do Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmar o início de uma onda de "ataques adicionais de autodefesa" contra "múltiplos alvos" no Irã.
Este é o segundo dia de bombardeios desde que Washington retomou sua ofensiva contra o território iraniano na terça-feira, após a derrubada de um helicóptero AH-64 Apache.
Pouco antes dos bombardeios, o secretário de Guerra dos EUA, Peter Hegseth, disse a repórteres da sede do CENTCOM em Tampa que o comando responsável por aquela unidade militar estaria "ocupada" naquela noite cumprindo as ordens de Trump.
Minutos antes da confirmação do CENTCOM, a mídia iraniana noticiou o acionamento de sirenes de alerta aéreo em Teerã, antecipando iminentes ataques aéreos dos EUA. Explosões também foram relatadas nas cidades de Sirik, Minab e Bandar Abbas.
Nova escalada
- Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
- Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.