Devido à insegurança na região, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado "a todo tipo de embarcação, incluindo petroleiros e navios mercantes". A declaração foi feita na madrugada desta quinta-feira (11) pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar iraniano, em meio à nova escalada com os EUA.
"Em continuidade às ações do criminoso EUA e considerando o início dos ataques das forças agressoras desse país contra algumas áreas do sul da província de Hormozgan, a partir deste momento, devido à insegurança na região, o Estreito de Ormuz fica fechado ao tráfego de qualquer tipo de embarcação, incluindo petroleiros e navios comerciais, e toda circulação será alvo de ataque", diz o comunicado, citado pela IRNA.
Além disso, os militares iranianos advertiram que nenhuma embarcação deve permanecer no Golfo Pérsico ou no Golfo de Omã, destacando que "a aproximação ao Estreito de Ormuz será considerada um ato de colaboração com o inimigo".
O comunicado também enfatiza que as Forças Armadas da República Islâmica darão "uma resposta esmagadora e decisiva a qualquer agressão e ato hostil do Exército agressor e terrorista dos EUA na região".
Nova escalada no Oriente Médio
- Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
- Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.