Israel afirma que guerra contra Irã está 'longe do fim'

"Não devemos pensar que a guerra acabou", afirmou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou na quarta-feira (10) que a guerra desencadeada contra o Irã desde fevereiro está "longe de terminar", e que as forças de Defesa do país (IDF) estão prontas para "atacar com muita força" alvos que considerem legítimos, informou The Times of Israel.

"Não devemos pensar que a guerra acabou. A campanha contra o Irã está longe de terminar", declarou Katz durante cerimônia de premiação de sua pasta, elogiando os soldados das IDF por desferirem "duros golpes" contra o movimento xiita libanês Hezbollah.

Segundo ele, as tropas de Tel Aviv limparam um bairro cristão na antiga cidade de Tiro e atacaram combatentes da organização armada. Ele também afirmou que, após o fim da operação, os moradores começaram a retornar às suas casas.

Comentando o conflito com o Irã, o ministro alertou que "se o Irã atacar Israel, sofrerá um duro golpe como o que demos há alguns dias". "As IDF estão preparando para atacar com grande força no Irã", declarou.

Ambiguidade

As declarações de Israel Katz estão em consonância com as declarações feitas na terça-feira (9) pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nas quais ele ameaçou retomar os bombardeios ao Irã caso a República Islâmica "cometa o erro" de atacar novamente o país judeu. "Israel tem o direito de se defender, e nós defenderemos esse direito", afirmo.

Após os ataques israelenses em solo libanês, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter conversado com Netanyahu para dissuadi-lo de intensificar as hostilidades contra o Irã, que havia retaliado contra a agressão israelense ao Líbano. "Eu disse a 'Bibi' que ele deveria ter muito cuidado com o que faz, porque poderia estar sozinho contra o Irã muito em breve", declarou o presidente à imprensa. No entanto, descobriu-se que a ligação terminou sem um compromisso claro por parte de Netanyahu.