O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou assumir o controle dos mercados de petróleo e gás do Irã e afirmou que Washington poderá atingir novamente a República Islâmica ainda nesta noite.
A declaração foi publicada nesta quinta-feira (11) na conta de Trump na Truth Social. Na mensagem, o presidente mencionou a ilha de Jarg e outros pontos da infraestrutura petrolífera iraniana.
"Em um futuro não muito distante, tomaremos a ilha de Jarg e outros pontos da infraestrutura petrolífera, e assumiremos o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, algo que está funcionando de maneira brilhante tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", escreveu Trump.
"Os EUA vão atacar o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, radares, sistemas antiaéreos e todas as suas demais formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, desapareceram!) com muita força esta noite", afirmou.
Nova escalada
- Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
- Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.