Estuprador condenado foge após ser libertado por erro da Justiça britânica

Bernadin Dedic deixou o Reino Unido após uma comunicação equivocada sobre liberdade sob fiança; investigação interna apura a falha que permitiu sua soltura.

Um erro da Justiça britânica permitiu a libertação de Bernadin Dedic, de 48 anos, posteriormente condenado por nove acusações, incluindo estupros e agressões sexuais. Segundo o Metro em publicação na quarta-feira (10), ele foi solto em fevereiro de 2026 da prisão HMP Wormwood Scrubs, após um funcionário judicial informar equivocadamente que havia obtido liberdade sob fiança.

Em prisão preventiva na época, Dedic respondia por quatro acusações de estupro, duas de agressão sexual com penetração, obrigar uma pessoa a realizar atos sexuais sem consentimento, ameaças com faca e ameaças de morte. A Promotoria afirma que ele consumiu vinho e cocaína antes de levar a vítima ao porão de sua residência, onde a submeteu a horas de abusos.

Após deixar a prisão, o acusado utilizou seu passaporte da Bósnia e Herzegovina para embarcar em um trem da Eurostar e deixar o Reino Unido, apesar de a polícia ter apreendido seu passaporte britânico. Poucas horas depois, ele já estava em seu país de origem.

Posteriormente, Dedic apresentou diferentes justificativas para não retornar ao Reino Unido, incluindo uma suposta lesão no joelho durante um acidente de esqui e um alegado infarto em Sarajevo. Os juízes concluíram que ele tentava "obstruir, manipular e evitar a justiça" e decidiram prosseguir com o julgamento em sua ausência.

Na terça-feira (9), um júri do Tribunal da Coroa de Isleworth o declarou culpado das nove acusações apresentadas pela Promotoria. Caso não retorne voluntariamente para a audiência de sentença, as autoridades pretendem iniciar um processo de extradição.

Paralelamente, o sistema judicial britânico abriu uma investigação interna para apurar a falha que permitiu sua libertação. O caso foi classificado pelas autoridades como um erro "extremamente raro" e apontou possíveis problemas estruturais no sistema de Justiça.