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"Não vou a lugar algum": Starmer se recusa a renunciar em meio a críticas

Declarações vêm na esteira da renúncia de dois ministros da Defesa.
"Não vou a lugar algum": Starmer se recusa a renunciar em meio a críticasGettyimages.ru / Alishia Abodunde

O primeiro ministro britânico, Keir Starmer, defendeu sua decisão de permanecer à frente do governo britânico, justificando a política de gastos em defesa de sua administração.

"Não vou a lugar algum. Não acho que devamos mergulhar o país no caos de uma eleição para escolher um novo líder", declarou Starmer em entrevista à BBC.

O primeiro-ministro enfatizou que sua decisão não foi motivada por interesses pessoais. "Quero deixar claro que não se trata de vaidade ou teimosia, mas de um profundo senso de dever. Fui eleito para servir a este país", afirmou.

Crise nos gastos com defesa

As renúncias do Secretário de Defesa, John Healey, e do Ministro das Forças Armadas, Al Carns, reacenderam os pedidos de renúncia de Starmer. Healey afirmou que o financiamento planejado pelo governo "está muito aquém das necessidades de defesa do país nas circunstâncias atuais".

As divergências giram em torno do futuro plano de investimentos em defesa. O governo britânico comprometeu-se a destinar 3,5% do PIB à defesa até 2035, uma meta adicional acordada por Starmer na cúpula da OTAN realizada no ano passado.

Starmer rechaçou as críticas e afirmou que a defesa continuará sendo a principal prioridade de seu governo.

Pedidos de renúncia de diversos setores

Os pedidos para que Starmer deixe Downing Street não são novidade para o político este ano.

No início de fevereiro, Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido nos EUA, se viu no meio de um escândalo quando veio à tona que ele havia recebido dinheiro do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Essa revelação abalou o governo britânico, e foi então que o líder do Partido Trabalhista Escocês, Anas Sarwar, pediu a renúncia do primeiro-ministro.

Pouco depois, após as eleições locais de 7 de maio no Reino Unido, nas quais o Partido Trabalhista de Starmer sofreu uma grande derrota, pelo menos 81 deputados trabalhistas exigiram a renúncia do primeiro-ministro.