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Reino Unido apreende petroleiro supostamente ligado à Rússia

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Reino Unido apreende petroleiro supostamente ligado à RússiaGettyimages.ru / Isabel Infantes / PA Images

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou neste domingo (14) a apreensão de um petroleiro supostamente ligado à Rússia que tentava atravessar o Canal da Mancha.

"Esta operação bem-sucedida representa mais um duro golpe para a Rússia", escreveu ele em sua conta no X, agradecendo às Forças Armadas e aos agentes da lei que "velam pela segurança deste país 24 horas por dia, 365 dias por ano".

Enquanto isso, o governo britânico esclareceu que se trata do petroleiro Smyrtos. O navio “será transferido provisoriamente para um ancoradouro na costa sul da Inglaterra e será monitorado para detectar qualquer problema ambiental ou de segurança”, diz o comunicado.

Segundo as autoridades, a operação militar contra o Smyrtos durou seis horas. A operação foi realizada em estreita coordenação com a França, indicou o governo britânico.

De acordo com o site MarineTraffic, o Smyrtos é um petroleiro de petróleo bruto que navega sob a bandeira de Camarões.

"Pirataria internacional"

A Marinha francesa interceptou, no dia 31 de maio, no Oceano Atlântico, um novo navio que vinha da Rússia, segundo informou o presidente da França, Emmanuel Macron, em sua conta no X. "A Marinha Nacional francesa interceptou ontem de manhã outro petroleiro sujeito a sanções internacionais e proveniente da Rússia: o Tagor. Nossa determinação é constante e total", escreveu o presidente. Segundo Macron, a abordagem foi realizada "com o apoio de vários parceiros, entre eles o Reino Unido".

A ação ocorreu a mais de 400 milhas náuticas (741 km) a oeste do extremo da região francesa da Bretanha, e trata-se de "um petroleiro proveniente de Murmansk, na Rússia", precisou o Gabinete do Prefeito Marítimo do Atlântico.

A Rússia classificou a retenção do petroleiro Tagor como um ato de pirataria internacional. "Vocês sabem que a Federação da Rússia está tomando uma série de medidas para proteger sua carga e continuará a fazê-lo, tendo em conta a experiência negativa que teve", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.