Quatro países europeus estão dispostos a suspender sanções contra o Irã após acordo com os EUA

Reino Unido, França, Alemanha e Itália afirmaram que poderão suspender as restrições caso os compromissos previstos no entendimento sejam cumpridos.

O Reino Unido, a França, a Alemanha e a Itália afirmaram estar dispostos a suspender as sanções contra o Irã após o acordo alcançado entre Teerã e Washington.

Em declaração conjunta divulgada neste domingo (14), os quatro países manifestaram apoio ao avanço das negociações e defenderam o cumprimento dos compromissos assumidos pelas partes. O processo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e a continuidade das conversas sobre o programa nuclear iraniano.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, saudou o entendimento e afirmou que a medida pode contribuir para encerrar o confronto, reduzir as tensões na região e restabelecer a navegação pelo estreito.

Starmer também parabenizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os representantes do Paquistão, do Catar e de outros países que participaram da mediação.

Segundo o chefe do governo britânico, a atenção deve se concentrar agora na aplicação do memorando de entendimento, na manutenção da passagem pelo Estreito de Ormuz e na conclusão dos pontos relacionados ao programa nuclear do Irã.

"Estamos prontos para apoiar as conversas técnicas que começarão agora. Nossa prioridade é que isso se transforme em uma paz duradoura, e trabalharemos com parceiros internacionais para apoiá-la", afirmou Starmer.

O primeiro-ministro também defendeu o restabelecimento da navegação sem cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz. Segundo ele, a medida permitiria reduzir os efeitos econômicos sentidos por famílias no Reino Unido e em outros países.

Starmer informou ainda que Londres continuará trabalhando com outros governos e mencionou uma possível missão com participação do Reino Unido e da França para apoiar a retirada de minas, mediante acordo entre as partes.

Ao abordar o programa nuclear iraniano, o primeiro-ministro afirmou que os compromissos precisam ser verificáveis e aplicados integralmente.

"Continua sendo a posição firme e de longa data do Reino Unido que o Irã nunca deve possuir uma arma nuclear", declarou.