O Ministério da Defesa russo informou nesta segunda-feira (15) que o Mosteiro das Cavernas de Kiev foi atingido por um míssil do sistema de defesa antiaérea Patriot, de fabricação americana.
O ministério sugeriu que o "mau funcionamento" do sistema poderia ter sido causado pelo "envio de mísseis com validade expirada por países ocidentais ao regime de Kiev".
As autoridades russas também desatacaram que as Forças Armadas da Rússia "não planejam nem lançam ataques contra instalações de infraestrutura civil".
Mais uma falsificação
O presidente francês, Emmanuel Macron, e o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, acusaram, sem provas, a Rússia de atacar o mosteiro, mas ainda não se pronunciaram sobre o ataque terrorista das Forças Armadas da Ucrânia em Starobelsk, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.
Segundo Zakharova, o Ocidente, juntamente com o regime de Kiev, engendrou mais uma falsificação e "nem Macron nem Barrot disseram uma palavra sobre os verdadeiros crimes de Zelensky".
"Oficialmente, Paris não disse uma palavra sobre os jovens mortos em Starobelsk nas últimas semanas", escreveu a porta-voz no Telegram.
"Mas, sem hesitar um segundo, apressaram-se a criar mais uma notícia falsa grosseira, culpando a Rússia. Isso, claro, é mais fácil do que admitir cumplicidade no assassinato de civis", disse.
Atentado de Kiev contra jovens russos
As tropas de Kiev atacaram Starobelsk, na república russa de Lugansk, na madrugada de 22 de maio. No momento do ataque, 86 jovens estavam na residência estudantil. Ao todo, 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
O Comitê de Investigação afirmou que as Forças Armadas da Ucrânia atingiram deliberadamente o local com vários drones de asa fixa. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou como "bárbaro" o ataque ucraniano contra os estudantes e criticou o fato de o caso ter sido ignorado no Ocidente. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países da aliança militar.