
Embate entre Lula e Trump? Confira provável pauta da agenda do presidente brasileiro no G7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta segunda-feira (15) a Évian-les-Bains, na França, onde participará da cúpula do G7, marcada para esta terça-feira (16).
A presença do Brasil ocorre em um momento de discussões internacionais sobre comércio, governança global e tensões comerciais entre grandes economias.
Agenda do G7
O G7 reúne Canadá, Estados Unidos (EUA), Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão. A União Europeia (UE) também participa como membro institucional.

A União Europeia será representada pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A expectativa é de que os líderes reforcem "a defesa do multilateralismo" como forma de garantir estabilidade econômica e previsibilidade nas relações internacionais.
As sessões de trabalho devem abordar:
- desafios geopolíticos
- guerra na Ucrânia e segurança na Europa
- situação no Oriente Médio
- parcerias internacionais
- crescimento econômico
- inteligência artificial
Tensão comercial
A participação de Lula ocorre em um momento de atenção às relações comerciais entre Brasil e EUA, após o governo Trump indicar a possibilidade de tarifas adicionais de até 25% sobre parte das importações brasileiras.
A medida está relacionada a uma investigação aberta pelo governo norte-americano sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais por Washington, incluindo críticas ao Pix.
De acordo com apuração do g1, o governo brasileiro trabalha nos bastidores para que um encontro entre os presidentes ocorra no dia da cúpula. No entanto, até o momento, não há confirmação de reunião bilateral entre Lula e Trump. Caso ocorra algum encontro, ele se daria pouco mais de um mês após a última reunião entre os dois, na Casa Branca.
Reforma global
Em outra sessão da cúpula, prevista para o dia 17, Lula deve tratar do crescimento econômico equilibrado, com foco na defesa de mudanças na governança global.
A expectativa é que ele reforce a necessidade de revisão de instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU).
A posição se conecta a declarações feitas na semana anterior, quando Lula afirmou, em reunião ministerial, que decidiu participar do G7 para defender o fortalecimento das instituições internacionais em meio ao que chamou de enfraquecimento do multilateralismo.

