
Navios estão começando a sair do Estreito de Ormuz, diz Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (15) em sua plataforma Truth Social que os navios retidos no Estreito de Ormuz devido ao conflito com o Irã estão começando a deixar a área.
"Navios estão começando a deixar o Estreito de Ormuz, muitos deles carregados de petróleo", escreveu o presidente dos EUA.

"Estão navegando pela 'rodovia' do sul, que é totalmente segura e está em perfeitas condições. Existem outras rotas de navegação também!", acrescentou.
Mais cedo, a Bloomberg relatou que o anúncio de um acordo temporário entre os Estados e o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz não fez diminuir a desconfiança dos operadores de setor de transporte marítimo.
Empresas de navegação e tradings de commodities continuam cobrando mais detalhes e, em muitos casos, preferem aguardar antes de retomar operações em uma rota que ainda consideram instável, informou a Bloomberg nesta segunda-feira (15).
Mesmo com a retomada, o tráfego marítimo não voltaria imediatamente à normalidade.
Dados da Kpler citados pela Bloomberg indicam que quase 600 embarcações permanecem no Golfo Pérsico prontas para zarpar, enquanto centenas de outras aguardam sem carga no lado oposto do estreito.
Acordo
- No domingo (14), o presidente americano Donald Trump anunciou, na rede social Truth Social, que "o acordo com a República Islâmica do Irã já está fechado", que a passagem de Ormuz será aberta sem pedágio e que os Estados Unidos encerrarão imediatamente o bloqueio naval contra o Irã.
- Primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o acordo, afirmou que ele também inclui o Líbano e que a cerimônia de assinatura está agendada para o dia 19 de junho, na Suíça.
- O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, também confirmou a assinatura do memorando de entendimento. o vice-ministro explicou que, conforme acordado, "a partir desta noite, será anunciado o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano".
