A cooperação entre Rússia e Uganda foi ampliada no combate à ameaça do ebola no leste da África, conforme informou, nesta segunda-feira (15), o correspondente da RT no país, Hasifu Ssekiwunga.
Especialistas russos passaram a atuar ao lado de ugandenses para reforçar a vigilância epidemiológica, a capacidade de diagnóstico e a resposta a possíveis casos da doença, em meio à disseminação do vírus a partir da República Democrática do Congo (RDC).
Segundo o Ministério da Saúde de Uganda, diversos casos suspeitos estão relacionados à entrada de pessoas vindas da RDC, inclusive por rotas fronteiriças não oficiais.
A situação é considerada mais delicada nos distritos localizados junto à fronteira, onde as autoridades intensificaram medidas de controle sanitário.
O atual surto foi declarado pela República Democrática do Congo no dia 15 de maio e representa o 17º episódio registrado no país desde a identificação inicial do vírus, em 1976.
Reforços na crise
Entre as ações adotadas estão campanhas de conscientização pública, aferição de temperatura, uso de máscaras e protocolos obrigatórios de higienização das mãos.
Uganda também tem trabalhado em conjunto com autoridades da RDC para instalar estruturas emergenciais de atendimento em áreas de risco.
A cooperação bilateral avança ainda na área de diagnóstico. O órgão russo de vigilância sanitária Rospotrebnadzor informou que cientistas dos dois países desenvolvem um teste capaz de detectar anticorpos da variante Bundibugyo do ebola.
Em 2024, Moscou transferiu para Uganda um laboratório móvel antiepidêmico destinado ao diagnóstico rápido de doenças infecciosas perigosas. A estrutura já havia sido utilizada durante um surto anterior de ebola.