
Vizinho à Rússia, país da OTAN aprova entrada de armas nucleares em seu território

O parlamento finlandês aprovou nesta quarta-feira (17) a proposta do governo para permitir a entrada, o transporte, o fornecimento ou a posse de armas nucleares no país.

A iniciativa obteve uma clara maioria na votação parlamentar, com 125 votos a favor e 61 contra. Não houve votos em branco nem abstenções, e 13 parlamentares estavam ausentes durante a sessão.
Rumo ao confronto
A medida inclui alterações à Lei de Energia Nuclear e ao Código Penal do país. Segundo o ministro da Defesa, Antti Hakkanen, "a proposta visa maximizar a segurança da Finlândia em um ambiente operacional imprevisível".
"Ao removermos as restrições legais aos dispositivos nucleares, podemos fortalecer nossa dissuasão e defesa e elevar o limiar para o uso da força militar contra a Finlândia e a Aliança Atlântica", argumentou o governo em abril, durante a apresentação do projeto de lei.
Essa mudança na política nuclear da Finlândia vem sendo impulsionada pelo presidente Alexander Stubb, que defende que é do interesse do país não ter obstáculos legais para participar da estrutura de defesa e dissuasão da OTAN.
Após a apresentação do projeto de lei em abril, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou que os planos de Helsinque de permitir a entrada de armas nucleares no país constituem "um confronto em sua forma mais concentrada".

