A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã ainda não terminou, apesar da assinatura do memorando pelos presidentes dos EUA e do Irã, afirmou o presidente da França, Emmanuel Macron, em entrevista exibida nesta quinta-feira (18) pelo canal France 2. "Não creio que se possa dizer que ela tenha terminado completamente", declarou.
Nesta semana, Macron testemunhou no Palácio de Versalhes a assinatura digital e presencial do memorando de entendimento entre os EUA e o Irã. Ele relatou que o ato "ocorreu de maneira bastante espontânea" e afirmou que a decisão de realizar a assinatura na França foi tomada "de comum acordo" entre Paris e Washington.
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Macron classificou o acordo como "algo positivo" e afirmou que agora se inicia "uma nova fase", baseada em cooperação e diálogo. Acrescentou que as negociações sobre o programa nuclear iraniano devem ser retomadas e que, para a conclusão das conversas, França, Alemanha e Reino Unido são "indispensáveis" para o levantamento das sanções impostas pela ONU.
As ações "inaceitáveis" de Israel
Macron ressaltou a importância do acordo de paz para o Líbano, em um momento em que o Exército israelense realiza bombardeios no sul do país.
"Mobilizaremos muito rapidamente a comunidade internacional para ajudar o Exército libanês a recuperar o controle de seus territórios", afirmou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente Israel por voltar a bombardear o sul da capital libanesa no último domingo (14), em meio aos esforços diplomáticos para alcançar um acordo inicial de paz entre os EUA e o Irã. Na mesma linha, o vice-presidente J.D. Vance declarou que Israel deveria priorizar o processo de paz no Oriente Médio e se abster de ações "inaceitáveis".
Sobre a posição do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se recusa a retirar suas tropas do sul do Líbano, Macron considerou que Donald Trump "tem razão" ao afirmar que o líder israelense deve "agir com responsabilidade".
Ele acrescentou que a política de Netanyahu em Gaza, na Cisjordânia e no sul do Líbano é, "a longo prazo", contrária aos interesses de Israel.