O Governo de Israel solicitou à empresa Meta* que censurasse nas redes sociais conteúdos relacionados à guerra que empreendeu juntamente com os Estados Unidos contra o Irã, informou o The Intercept em publicação nesta quinta-feira (18), citando documentos internos aos quais teve acesso.
Segundo registros da empresa, Tel Aviv pediu à companhia de tecnologia que removesse publicações no Facebook** e no Instagram** que expressassem apoio ao Irã ou oposição a Israel, bem como imagens dos impactos de mísseis iranianos.
A solicitação israelense incluía ainda mensagens que lamentavam a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, assassinado no fim de fevereiro durante a agressão de Israel e dos EUA, além de conteúdos de apoio aos ataques de represália do Irã e contas iranianas de análise militar.
O veículo afirma que a Meta aparentemente atendeu a parte dos pedidos de censura, embora não esteja claro com base em quais argumentos. No entanto, destaca que a empresa classifica a Guarda Revolucionária iraniana como uma "organização perigosa" e proíbe os usuários de fazer comentários positivos sobre suas ações.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais** são proibidas em seu território.