O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, adiou sua viagem à Suíça, onde se reuniria com negociadores iranianos em conversas diretas previstas para começar nesta sexta-feira (19).
Oficialmente, a Casa Branca atribuiu a mudança de planos a "questões logísticas"; contudo, informações vazadas ao jornal Axios por fontes governamentais indicam que a decisão está relacionada às tensões no Líbano, especialmente às denúncias iranianas sobre violações israelenses ao cessar-fogo na região.
Horas antes do adiamento, o líder supremo iraniano autorizou as negociações diretas com Washington, enquanto o presidente Trump solicitava cessar-fogo completo entre todas as partes.
Entretanto, um ataque das Forças de Defesa de Israel (IDF) atingiu o sul libanês e resultou em quatro mortes, eclodindo um confronto na região e evidenciando a fragilidade do acordo de paz regional.
- O porta-voz das IDF, Avichay Adraee, reafirmou na quinta-feira (18) que os militares israelenses ainda se encontram no território libanês circunscrito à sua "linha amarela", "removendo ameaças e melhorando as defesas dos moradores do norte" de Israel.
- De acordo com declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a linha amarela, emulando o modelo de cerco de Gaza, é uma faixa que penetra em uma extensão de 10 km no território sul do Líbano, "começa no mar [Mediterrâneo] e se estende até o Monte Dov e as encostas do Monte Hermon, até a fronteira com a Síria".