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Assessor de Khamenei: Enquanto acordo ficar no papel, fluxo energético do Oriente Médio fica parado

Anteriormente, o Irã havia anunciado o fechamento do Estreito de Ormuz em retaliação ao descumprimento do cessar-fogo. Teerã cobra implementação efetiva do memorando assinado com os Estados Unidos.
Assessor de Khamenei: Enquanto acordo ficar no papel, fluxo energético do Oriente Médio fica paradoBorna News/Farzam Saleh/Iran Images/ATPImages

As Forças Armadas do Irã anunciaram neste sábado (20) o fechamento do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para o transporte de petróleo. A medida ocorre em alinhamento às advertências do assessor do líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei, Mohammad Mokhber, que declarou que a circulação de energia na região permanecerá bloqueada enquanto o acordo de cessar-fogo assinado com os Estados Unidos não for plenamente implementado.

Em publicação na rede social X, Mokhber detalhou a posição do governo iraniano.

"Os americanos entendem melhor o idioma da economia e do custo-benefício. Enquanto o acordo ficar no papel, o fluxo energético do Oriente Médio também continuará paralisado", escreveu o assessor.

Ele enfatizou que os negociadores do país exigem a execução total dos compromissos firmados e a restituição dos direitos iranianos, ressaltando que não perdoam nem esquecem "o sangue de cada um dos mártires, do imã mártir e das crianças de Minab".

Acordo frágil

O fechamento do estreito foi oficializado pelo Comando Central Hazrat Khatam al Anbiya. A justificativa militar aponta para um descumprimento "claro" por parte de Washington em relação ao primeiro ponto de um memorando de entendimento assinado.

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O documento estabelecia um acordo entre os dois países para um cessar-fogo "em todas as frentes, incluindo o Líbano", com o objetivo de encerrar a guerra.

Apesar da assinatura do pacto, o Líbano continuou sendo alvo de ofensivas das forças israelenses, resultando em mortos e feridos. A campanha militar de Israel arrasou milhares de casas no sul do país árabe, forçando o deslocamento em massa da população local.

O governo israelense argumenta que as operações buscam criar uma zona de segurança e enfraquecer o movimento xiita libanês Hezbollah para prevenir ataques contra o seu território.

Pressão de Washington

A continuidade dos ataques militares gerou atritos com o governo dos Estados Unidos, que lidera os esforços diplomáticos para consolidar a paz inicial com Teerã. O presidente Trump criticou as ações militares de Israel contra o Líbano em diversas ocasiões recentes.

O vice-presidente J.D. Vance se pronunciou na quinta-feira (18) sobre o conflito. Vance afirmou que Israel deve priorizar o processo de paz no Oriente Médio e exigiu que o país aliado se abstenha de realizar ações classificadas por ele como "inaceitáveis", mencionando especificamente o bombardeio de áreas civis na capital Beirute.