Irã acusa EUA de discriminação na Copa de 2026 e cobra ação da FIFA

Seleção iraniana denuncia "tratamento desigual" no país anfitrião e afirma que entidade máxima do futebol não tem agido de forma adequada, diz dirigente.

A seleção do Irã enviou na sexta-feira (19) uma queixa formal à FIFA alegando o que classifica como discriminação sistêmica por parte dos Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026.

Segundo dirigentes iranianos, a entidade máxima do futebol precisa garantir que o país anfitrião cumpra suas obrigações com todas as seleções participantes.

O vice-presidente da Federação de Futebol do Irã, Mahdi Mohammadnabi, afirmou que Teerã espera uma resposta mais firme da FIFA diante do que chamou de "tratamento desigual" enfrentado pela equipe durante a preparação para o torneio. Embora o campeonato também seja sediado por Canadá e México, a maior parte dos jogos ocorre no território dos Estados Unidos.

Seleção "mais oprimida" do mundial

O técnico iraniano Amir Ghalenoei já havia descrito sua seleção como "a mais oprimida" do Mundial, enquanto o capitão Mehdi Taremi classificou a situação da equipe como um "desastre", em declarações anteriores à imprensa local.

Em entrevista à emissora estatal IRIB, às vésperas do confronto do Irã contra a Bélgica, Mohammadnabi afirmou que as condições impostas aos jogadores iranianos não seriam equivalentes às oferecidas a outras seleções.

"Notificamos oficialmente a FIFA sobre esses problemas e solicitamos explicações", disse Mohammadnabi, ao mencionar restrições de viagem e questões de visto. Ele afirmou ainda que a resposta da entidade foi considerada insuficiente e cobrou o cumprimento integral dos protocolos estabelecidos para os países-sede.

"Esperamos que a FIFA cumpra melhor suas responsabilidades", declarou o dirigente.

As reclamações do Irã se somam a outras críticas sobre políticas de entrada nos Estados Unidos durante o torneio.