O Ministério da Fazenda inicia nesta quarta-feira (24) uma missão oficial à China com foco em aprofundar a parceria econômica e financeira entre os dois países. A ênfase é em investimentos sustentáveis, transição ecológica e maior integração dos mercados.
A delegação é liderada pelo ministro Dario Durigan e reúne integrantes das áreas estratégicas da pasta, em uma agenda que passa por Xangai e Pequim.
O objetivo central é ampliar a atração de capital produtivo para o Brasil e fortalecer instrumentos de cooperação já em construção, como o Eco Invest Brasil, a Plataforma Brasileira de Investimentos Climáticos. Também estará em pauta o avanço do mercado regulado de carbono.
A missão vai discutir alternativas de financiamento internacional, incluindo a emissão de Panda Bonds, além de mecanismos para aproximar sistemas financeiros e facilitar o fluxo de investimentos entre Brasil e China.
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Segundo o ministro, a aproximação com o país asiático reflete uma convergência crescente em torno do compromisso de desenvolvimento sustentável e modernização econômica.
"Estamos diante de uma agenda que combina transição ecológica, inovação e integração financeira. O objetivo é criar condições reais para atrair investimentos e fortalecer cadeias produtivas mais conectadas entre Brasil e China", afirmou Dario Durigan.
Projetos de infraestrutura e sustentabilidade no Brasil
Um dos anúncios institucionais da viagem é a criação da primeira adidância tributária e aduaneira brasileira na China. A medida reforça a cooperação fiscal e amplia a presença do Brasil no ambiente regulatório chinês, com foco em transparência e facilitação do comércio.
Na agenda em Xangai, na quarta-feira, o governo brasileiro participa de fóruns de finanças verdes e mantém encontros com instituições do mercado financeiro chinês. Haverá ainda diálogo com atores relevantes do setor de dados econômicos, como a Wind Information, uma das principais plataformas de informação financeira do país.
Também na cidade, está previsto um encontro com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição ligada ao BRICS, onde a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff atua na liderança.
Já em Pequim, na quinta-feira (25), os compromissos incluem reuniões com o Banco Popular da China, além de encontros no Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), que devem reforçar o interesse em projetos de infraestrutura e sustentabilidade no Brasil.
Ainda está prevista uma rodada de diálogo com a presidência do AIIB e um seminário dedicado ao Eco Invest Brasil, com foco em atrair investidores asiáticos e ampliar o financiamento de projetos ligados à transformação ecológica.
O encerramento da missão, na sexta-feira (26), deve ocorrer com uma reunião entre o ministro brasileiro e o ministro das Finanças da China, Lan Fo'an.