A cerimônia em memória das vítimas da Segunda Guerra Mundial, realizada nesta terça-feira (23) em Okinawa, terminou marcada por tensão política e protestos contra a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
Durante o discurso oficial, um grupo de ativistas interrompeu a fala com gritos contrários às recentes mudanças na postura de segurança do país.
Entre as palavras de ordem estavam críticas ao aumento do papel militar japonês e pedidos para que o governo mantenha a cláusula constitucional que restringe o uso da força.
Nos últimos anos, o país vem passando por uma reavaliação de sua política de defesa. Como aliado dos Estados Unidos, o Japão avançou na flexibilização das regras de exportação de armamentos e ampliou investimentos militares, o que gera resistência entre setores pacifistas da sociedade.
Takaichi é uma das principais defensoras de mudanças mais profundas na área de segurança e já declarou apoio à revisão do artigo constitucional que limita o uso de força militar apenas à defesa.
No campo diplomático, suas declarações no ano passado sobre uma possível resposta militar japonesa em caso de conflito envolvendo Taiwan elevaram a tensão com a China.