Israel anuncia preparativos para enviar 'missão de ajuda' à Venezuela

Dois fortes terremotos consecutivos abalaram a Venezuela, provocando o desabamento de prédios, danos em infraestruturas essenciais e a evacuação apressada de milhares de pessoas.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel está se preparando para possível envio de uma missão de ajuda à Venezuela, após os fortes terremotos que atingiram o país, informou a imprensa israelense nesta quinta-feira (25).

A chancelaria israelense está "realizando uma avaliação da situação" com ajuda de autoridades competentes e "examinando possíveis formas de assistência".

Apoio internacional

Enquanto as autoridades venezuelanas avaliam a real extensão dos danos e atendem à emergência, diversos países da América Latina e do mundo passaram a articular gestos de solidariedade e eventuais embarques de assistência humanitária.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, demonstrou em publicação nas redes sociais "grande preocupação" com as consequências do abalo sísmico. 

"Instruí o ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar", declarou.

Lula reafirmou ainda a determinação de Brasília em apoiar o governo da presidente encarregada Delcy Rodríguez "na recuperação de áreas afetadas desse país irmão". 

Terremotos mais fortes em mais de um século

Dois fortes terremotos consecutivos abalaram a Venezuela nesta quarta-feira (24) pouco depois das 18h (horário local), provocando o desabamento de prédios, danos em infraestruturas essenciais e a evacuação apressada de milhares de pessoas.

O primeiro tremor registrado teve magnitude de 7,2, com epicentro a cerca de 21 quilômetros da cidade de Montalbán, no estado de Carabobo. O segundo, de magnitude 7,5, ocorreu a 23 quilômetros da cidade de Yumare, no estado de Yaracuy. Nas redes sociais circulam vídeos do momento e dos danos causados.

Delcy Rodriguez, presidente encarregada da Venezuela, declarou "estado de emergência" no país após o desastre, revelando que, até o momento, foram registrados 164 mortos e 971 feridos.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto de magnitude 7,5 é o mais forte a atingir o país desde 1900.