
Rússia prende jovem que comandava rede terrorista internacional sob supervisão da Ucrânia

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) informou nesta sexta-feira (26) sobre a prisão de um menor de idade residente na República do Daguestão, que criou uma comunidade para recrutar adolescentes com o objetivo de realizar ataques terroristas dentro e fora do país. O órgão esclareceu que a organização era supervisionada pelo Serviço de Segurança da Ucrânia.
"O Serviço Federal de Segurança, em conjunto com o Ministério do Interior e o Comitê de Investigação, deteve na República do Daguestão um menor de idade, cidadão russo, fundador e administrador da maior comunidade internacional online de simpatizantes de organizações terroristas", afirma o comunicado. No momento da prisão, o adolescente administrava canais informativos que promoviam a ideologia terrorista, cujo público ultrapassava 200 mil usuários da Internet, dos quais aproximadamente 5 mil eram membros ativos dessa comunidade, segundo foi detalhado.

As autoridades indicaram que o grupo tinha como objetivo "recrutar adolescentes russos para realizar ataques armados contra instituições de ensino, atentados terroristas contra meios de transporte e a colocação de bombas falsas em infraestruturas sociais". Além disso, destacaram que pelo menos três cidadãos ucranianos participaram dessas ações. A atividade criminosa foi financiada pelos serviços de inteligência do regime de Kiev. Foram prometidas recompensas adicionais em dinheiro pelos assassinatos com maior número de vítimas.
Ataques terroristas na Rússia, nos EUA e na Europa
O FSB revelou que foi confirmada a participação do detido na organização de pelo menos 15 crimes terroristas em 10 regiões da Rússia. "Todos os autores foram detidos e foram tomadas as medidas processuais cabíveis", afirmou.
O detido e seus contatos ucranianos não limitaram suas atividades criminosas à Rússia e "espalharam o terror por todo o mundo", enfatizou o órgão. Assim, entre 2025 e 2026, em várias cidades dos EUA e da Europa, "membros do grupo organizaram ataques incendiários e danificaram mais de 20 veículos civis, uma igreja cristã, e enviaram falsas ameaças de bomba contra instituições de ensino e centros sociais", indicou.
A atividade terrorista no exterior também foi coordenada por agentes dos serviços de inteligência ucranianos. "Em Kiev, foram produzidos vídeos, fotografias e textos para recrutar radicais americanos e europeus, bem como para divulgar os recursos da comunidade nas redes sociais e em aplicativos de mensagens estrangeiros", informou o FSB.
Como resultado da operação bem-sucedida, foram identificados os cúmplices do detido, provenientes da Rússia, dos EUA e de países europeus.
