'Mensagem enganosa': Itália rebate chefe da OTAN e nega participação em ataques contra Irã

Roma classificou como "enganosa" a afirmação de Mark Rutte sobre o uso de bases italianas em meio às acusações de Trump sobre falta de lealdade por parte dos aliados europeus.

Em comunicado à imprensa na quarta-feira (24), o Ministério da Defesa da Itália rejeitou as declarações do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que atribuiu ao país um papel de destaque no apoio militar dos Estados Unidos à ofensiva contra o Irã.

A divergência surgiu após Rutte elogiar, em entrevista à Fox News na terça-feira (23), o suporte "massivo" da Europa à Operação Fúria Épica, alegando que pelo menos 500 aviões americanos usaram bases aéreas italianas durante a guerra com o Irã.

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Em nota oficial compartilhada pelo ministro de Defesa italiano Guido Crosetto nas redes sociais, o ministério classificou a afirmação de Rutte como "surpreendente", afirmando que o secretário-geral, "que não tem nada a ver com a Operação Epic Fury" enviou uma mensagem "completamente enganosa ao confundir os tipos de voos autorizados".

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, se juntou às críticas feitas pelos militares, afirmando que Rutte "uniu coisas que são bastante diferentes umas das outras, confundindo os tipos de voos autorizados": "Não participamos do conflito com o Irã. Aliás, se tivéssemos participado, não haveria explicação para essa decepção que o presidente americano vem reiterando com tanta frequência", declarou.