Em Santa Catarina, Lula afirma não aceitar o racismo: 'Hitler tentou fazer isso'

Ao defender que "todo mundo tem que ser tratado igual", presidente disparou que não se deve permitir "ideia da hegemonia branca sobre o restante do país".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou contra o racismo durante visita às obras de embarcações de apoio marítimo no Estaleiro Detroit, no estado de Santa Catarina, nesta sexta-feira (26). Ao defender a igualdade entre os brasileiros, o petista criticou a ideia de superioridade racial e afirmou que a experiência do nazismo demonstra as consequências desse pensamento.

"Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não podem permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas da síndrome de grandeza, porque esse estado é muito rico, não é pobre", declarou.

Lula afirmou que não há espaço para discriminação entre brasileiros por origem ou cor da pele. "A gente é um Estado brasileiro e todo mundo tem que ser tratado igual. Não tem um cara porque é branco que é melhor que o que é negro. O cara nordestino que é pior que o do sul do país. Que história é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou", disse.

Na sequência, o presidente voltou a criticar o que classificou como uma pretensa superioridade racial. "A gente não pode permitir essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país. Na verdade isso não é hegemonia branca, é hegemonia da ignorância. A gente tem que ter coragem de debate", afirmou.

Lula ainda destacou sua origem pernambucana e fez uma comparação com gestões estaduais. "Estou aqui, orgulhosamente, dizendo que sou pernambucano, sou nordestino, mas duvido que algum governador catarinense fez por Santa Catarina o que eu fiz como presidente da República", declarou.