
Israel e Líbano assinam acordo-quadro de paz

Israel e Líbano assinaram nesta sexta-feira (26) um acordo-quadro para alcançar a paz após meses de ataques israelenses, justificados pelo governo de Israel como parte da luta contra o Hezbollah.
Mediado por Washington, o documento foi assinado pelo embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e pela embaixadora do Líbano no país, Nada Hamadeh Moawad, no Departamento de Estado.
"Hoje demos o primeiro passo no que será uma jornada difícil, sem dúvida, mas importante, essencial e necessária", afirmou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pouco antes da assinatura do memorando de entendimento.
A embaixadora libanesa, por sua vez, declarou que "este é um primeiro passo no caminho para restaurar a soberania e a integridade territorial do Líbano" e "garantir o fim permanente e definitivo das hostilidades", além de permitir que os libaneses retornem às suas terras e "vivam em paz, segurança e prosperidade".
Leiter também afirmou que o objetivo final do acordo-quadro é estabelecer a paz entre os dois países. "Paz verdadeira, na qual ambos os países viverão em segurança e na qual a soberania de Israel e do Líbano será respeitada, honrada e protegida", declarou.
"Neste acordo-quadro trilateral baseado no cumprimento de compromissos, o Irã está fora, o Hezbollah está fora e o caminho para a paz entre Israel e o Líbano está aberto", concluiu.

Mais de 4,1 mil pessoas morreram no Líbano em ataques israelenses desde março. Do lado israelense, 37 soldados e um prestador de serviços morreram durante a ofensiva.
Um funcionário israelense declarou à agência AP, sob condição de anonimato, que as negociações diretas entre Israel e Líbano incluem discussões sobre o reposicionamento das forças israelenses depois que a infraestrutura do Hezbollah for retirada do sul do Líbano e o grupo for desarmado.
É pouco provável que o Hezbollah aceite um plano que preveja seu desarmamento em todo o país. O grupo sustenta que acordos anteriores e resoluções da ONU para se desarmar apenas na região ao sul do rio Litani, próxima à fronteira com Israel.
