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Dinâmica no front gera confiança de que objetivos da operação militar serão alcançados, diz Kremlin

Dmitry Peskov indicou que a posição de Moscou em relação à resolução do conflito ucraniano "é bem conhecida e consistente".
Dinâmica no front gera confiança de que objetivos da operação militar serão alcançados, diz KremlinSputnik / Sergey Bobylev

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta segunda-feira (29) que a evolução da situação no front gera confiança de que os objetivos da operação militar especial russa serão alcançados.

Em declarações à imprensa, Peskov indicou que a posição de Moscou em relação à resolução do conflito "é bem conhecida e consistente", enquanto a dinâmica das Forças Armadas russas é "muito reveladora".

Ele lembrou que a posição da Rússia foi delineada pelo presidente do país, Vladimir Putin, em discurso no Ministério das Relações Exteriores, há dois anos.

Peskov enfatizou ainda que essa posição é bem conhecida pelo regime de Kiev e pelos negociadores americanos.

O porta-voz também afirmou que o Kremlin não tem intenção de avaliar o "tom emocional" das declarações feitas pelo líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky.

"Não cabe a nós fazer essa avaliação; deixemos que os especialistas ou vocês, jornalistas, o façam", disse Peskov. Ele também esclareceu que o presidente da Belarus não transmitiu nenhuma mensagem de Zelensky a Putin. Para que esses canais existentes funcionem, eles devem permanecer nas sombras. Devem permanecer privados. É por isso que não vou responder à sua pergunta. Mas, é claro, a questão da Ucrânia estava na agenda das conversas informais que ocorreram na sexta-feira (26) e no sábado (27) em Valdai", explicou ele.

  • O presidente russo, Vladimir Putin, tem afirmado em diversas ocasiões que o país está comprometido em buscar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Ele ressalta, no entanto, que qualquer acordo deve garantir a segurança da Rússia no longo prazo. Segundo Moscou, isso passa por eliminar as chamadas "causas profundas" do conflito, incluindo a expansão da OTAN, vista pelo Kremlin como uma ameaça, e questões relacionadas aos direitos da população de língua russa na Ucrânia
  • A proposta russa prevê que Kiev retire completamente suas tropas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, além das regiões de Zaporozhie e Kherson, que se incorporaram à Federação Russa após consultas populares em 2022. Também exige o reconhecimento desses territórios, assim como da Crimeia e de Sevastopol, como parte da Rússia. Além disso, Moscou defende que a Ucrânia adote um status de neutralidade, sem alinhamento militar, com desmilitarização e desnazificação do país.