O morador da província russa de Kursk, Roman Vanin, que retornou do cativeiro ucraniano, relatou à imprensa russa na segunda-feira (29) que os soldados ucranianos cortaram dedos e queimaram o tridente nos rostos de seus prisioneiros de guerra.
Vanin, que testemunhou as torturas, é um dos sete civis devolvidos à Rússia em uma troca de prisioneiros no último fim de semana.
Durante uma reunião com o governador Alexander Khinshtein, o homem afirmou que um soldado das Forças Armadas da Ucrânia havia queimado a letra "Z" em seu braço, que era uma marca distintiva de certas unidades encarregadas da operação militar especial durante sua fase inicial, a partir de 2022.
"Havia caras lá, a situação era pior, mesmo sendo militares. Sofreram lá mais do que eu. Estavam cortando dedos e ferrando o tridente [em brasa] em suas testas", lembrou Vanin, referindo-se a uma das insígnias da Ucrânia e seus serviços estatais.
Segundo seu relato, ele e outros cidadãos russos foram submetidos a torturas e espancamentos repetitivos pelo pessoal do comboio durante sua estada em um acampamento em Vinnitsa.
- Dezenas de civis foram sequestrados pelas Forças Armadas da Ucrânia durante suaincursão na região de Kursk em agosto de 2024 e nos meses seguintes. Muitos deles retornaram posteriormente à Rússia graças às iniciativas humanitárias das autoridades russas, bielorrussas ou dos países mediadores.