Notícias

Rússia liberta cidade estratégica para colapso da Frente Oriental ucraniana

A cidade de Konstantinovka, no Donbass, é "um ponto de inflexão decisivo para a libertação de toda a aglomeração de Kramatorsk-Slaviansk", explicou o Exército russo.
Rússia liberta cidade estratégica para colapso da Frente Oriental ucranianaMinistério da Defesa da Rússia

As Forças Armadas da Rússia libertaram a cidade estratégica de Konstantinovka, localizada na República Popular de Donetsk, informou o Ministério da Defesa da Rússia nesta sexta-feira (3).

Analistas e militares associam a tomada da cidade ao colapso da Frente Oriental ucraniana, uma vez que Konstantinovka representa uma brecha no chamado "Cinturão de Fortaleza", uma linha de fortificações construída pelo regime ucraniano ao longo de mais de uma década e que também abrange as cidades estratégicas de Druzhkovka, Kramatorsk e Slaviansk.

Konstantinovka tinha grande importância estratégica para as forças ucranianas por servir como corredor logístico e entroncamento ferroviário, permitindo às tropas ucranianas manter coordenação e abastecimento contínuos. Por isso, a perda da cidade enfraquece significativamente a logística e o suprimento das forças ucranianas em toda a zona de combates da frente oriental.

Segundo o agrupamento de tropas russas Yug ("Sul"), Konstantinovka representa "um ponto de inflexão decisivo para a libertação de toda a aglomeração de Kramatorsk-Slaviansk".

Na véspera da tomada da cidade e diante do rápido avanço das forças russas, o regime de Kiev iniciou a "evacuação forçada" de importantes empresas industriais localizadas em Druzhkovka, Slaviansk e Kramatorsk.

  • As forças russas conseguiram assumir o controle da cidade após meses de intensos combates, dificultados também pelas características do terreno, incluindo áreas elevadas que favoreciam a observação e o emprego de drones. Além disso, a elevada densidade urbana e a presença de civis levaram as tropas russas a atuar com cautela.
  • Ainda segundo o lado russo, militares ucranianos misturavam-se aos moradores e vestiam roupas civis na tentativa de escapar. O comando ucraniano, por sua vez, não teria emitido ordens de retirada, apesar do avanço das forças russas, obrigando os soldados a permanecerem em suas posições até o fim, sem receber alimentos nem água.