Desde o início deste ano, as Forças Armadas da Rússia libertaram 133 localidades e assumiram o controle de mais de 3 mil quilômetros quadrados na zona da operação militar especial, anunciou o presidente Vladimir Putin nesta sexta-feira (3).
"As unidades inimigas tentam manter suas posições, mas, diante do avanço de nossas tropas, recuam sofrendo grandes perdas", afirmou o presidente russo.
"A libertação da República Popular de Lugansk foi concluída recentemente, e continua a destruição das formações das Forças Armadas da Ucrânia na República Popular de Donetsk, bem como nas províncias de Zaporozhie e Kherson", declarou Putin durante uma reunião com militares após a libertação da cidade estratégica de Konstantinovka. "A criação de uma zona de segurança nas áreas de fronteira das províncias ucranianas de Kharkov, Sumy e Dnepropetrovsk avança conforme o previsto", acrescentou.
Ataques terroristas de Kiev
- Kiev realiza ataques constantes e direcionados contra a população civil nas províncias fronteiriças russas, além de lançar inúmeros drones contra a capital russa e seus arredores. Armas ucranianas atingem veículos, residências, locais de entretenimento, centros comerciais e outras infraestruturas civis.
- Em 22 de maio, as tropas de Kiev atacaram Starobelsk, na república russa de Lugansk. No momento do ataque, 86 jovens estavam na residência estudantil. Ao todo, 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
- No dia 3 de junho, drones ucranianos atingiram um ônibus em Yenakiev, matando oito civis. Outras onze pessoas ficaram feridas, algumas gravemente.
- Em 8 de junho, uma pessoa morreu e outra ficou ferida quando um drone ucraniano atingiu a locomotiva de um trem de passageiros que viajava de Moscou para Simferopol.
- O ataque com drones ocorrido em 17 de junho contra um ônibus que transportava um time de futebol infantil da Bielorrússia para a cidade turística russa de Gelendzhik, na costa do Mar Negro, resultou em uma morte e oito feridos, incluindo seis menores.
- Em resposta, as Forças Armadas da Rússia realizam ataques contra alvos ligados ao complexo militar-industrial ucraniano, incluindo instalações militares, além de infraestruturas de energia e transporte.