O Serviço de Inteligência Exterior russo (SVR) revelou nesta segunda‑feira (6) que o ataque ao Museu que abriga a histórica pintura panorâmica "A Defesa de Sevastopol 1854-1855", perpetrado em junho passado por forças ucranianas, foi meticulosamente preparado pelos serviços especiais do Reino Unido.
De acordo com o órgão, os militares ucranianos armaram drones e os lançaram, mas, desconheciam o real alvo.
A missão de voo teria sido carregada nos sistemas de armamento por especialistas britânicos atuando sob a "máscara de conselheiros militares".
"Por que os britânicos escolheram retratar a heroica defesa da cidade durante a Guerra da Crimeia, de 1853 a 1856? Não havia instalações militares perto do prédio do museu", questionou o SVR.
"O fato é que o conflito ucraniano em Londres é amplamente percebido como uma tentativa de vingança pelo projeto não concretizado do século XIX de infligir uma derrota estratégica à Rússia", acrescentou.
O serviço enfatizou que o museu é "um gatilho histórico" que desperta memórias dolorosas nos britânicos de uma difícil campanha militar que resultou em enormes perdas entre a elite do Reino Unido.
Nessas circunstâncias, a queima da exposição tornou-se "um ato de destruição de evidências do heroísmo do soldado russo".