
Sanções não frearam avanço industrial da Rússia, afirma primeiro-ministro

O primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, afirmou nesta segunda-feira (6) durante a abertura da Feira Industrial Internacional Innoprom, em Ecaterimburgo, que o país vem fortalecendo sua soberania tecnológica e industrial.
"Em condições de sanções sem precedentes, não apenas preservamos, mas fortalecemos consideravelmente os setores-chave. Promovemos uma profunda modernização das empresas e a construção de novas instalações em quase todo o país", declarou.

Segundo Mishustin, a indústria de transformação cresceu quase 23% nos últimos três anos, resultado que classificou como "realmente único, obtido apesar da oposição dos Estados não amigos". Ele também afirmou que os investimentos em capital fixo somaram cerca de 24 trilhões de rublos (aproximadamente R$ 1,6 trilhão) nos últimos cinco anos, sendo quase um terço desse valor aplicado apenas em 2025.
Avanços industriais
Mishustin destacou a certificação do avião Tu-214 equipado exclusivamente com sistemas russos, cujas entregas às companhias aéreas começarão em 2027. Ele também afirmou que o Il-114 concluiu todo o ciclo de testes com tecnologia nacional.
O primeiro-ministro acrescentou que os helicópteros Ansat e Ka-226T realizaram os primeiros voos com motores russos. Segundo ele, a produção em série do motor aeronáutico PD-8 para o Superjet já começou.
Na construção naval, Mishustin informou que mais de 150 embarcações foram entregues desde o início de 2025, incluindo navios pesqueiros. Ele também destacou a construção dos dois primeiros navios russos para transporte de gás natural liquefeito e anunciou o desenvolvimento de um tanque totalmente nacional para esse tipo de embarcação.
Na área de microeletrônica, o primeiro-ministro disse que a Rússia avança na nacionalização da cadeia de produção de chips e citou os testes de um equipamento de litografia por projeção de 350 nanômetros desenvolvido em parceria com Belarus.
Ao final, Mishustin afirmou: "A Rússia está reforçando sistematicamente seu status de fornecedora confiável de produtos de alta tecnologia. No ano passado [2025], aumentamos as exportações não energéticas e não ligadas a matérias-primas em mais de 11%. A maior dinâmica foi registrada com China, Índia, Belarus e Cazaquistão".

