Acusado de assédio sexual, ministro do STJ alega que é impotente e não tem ereções

A defesa do Marco Buzzi afirma que exames médicos podem contrariar acusações feitas por uma jovem de 18 anos contra o ministro; a jovem, filha de amigos do juiz, conta que percebeu uma ereção do ministro enquanto ele tentava segurá-la e afirmou ter sentido a genitália do magistrado pressionando seu corpo.

O ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi anexou ao processo que apura denúncias de importunação sexual laudos médicos que indicam disfunção erétil, ausência de libido e outros problemas clínicos que, segundo a defesa, seriam incompatíveis com parte da acusação.

Os documentos foram obtidos pela jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles e publicados nesta terla-feira (7).

Os laudos foram anexados ao procedimento que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela apuração de duas acusações contra o magistrado. Buzzi está afastado do cargo desde fevereiro deste ano e nega as denúncias.

Argumento da defesa

A defesa do ministro cita no processo o histórico de cirurgia de próstata, diabetes, hipertensão e uso contínuo de medicamentos como fatores relacionados ao quadro clínico apresentado pelo ministro.

Os documentos foram utilizados para contestar o relato de uma jovem de 18 anos, filha de amigos de Buzzi, que acusa o magistrado de importunação sexual durante uma viagem de férias em Balneário Camboriú (SC).

O laudo médico, com data de 6 de fevereiro de 2026, afirma que os elementos analisados "não respalda hipótese de função sexual exacerbada". 

Relembre

A jovem denunciou às autoridades que o episódio ocorreu durante um banho de mar, em janeiro.

Segundo o depoimento, ela conta que percebeu uma ereção do ministro enquanto ele tentava segurá-la e afirmou ter sentido a genitália do magistrado pressionando seu corpo.

Além dos laudos médicos, a defesa também apresentou o depoimento de uma testemunha que afirmou ter visto Buzzi e a jovem no mar no momento relatado.